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O futuro da Cibersegurança e o Desafio de automatizar o básico.

Nos tempos atuais, é comum nos depararmos com discussões fervorosas sobre o futuro da cibersegurança, abordando temas como automação, IA (Inteligência Artificial), ML (Machine Learning) e muito mais. No entanto, é alarmante perceber que muitos ainda enfrentam dificuldades em lidar com aspectos básicos e essenciais, que não são necessariamente simples, como o gerenciamento de ativos, a gestão de vulnerabilidades e até mesmo a falta de autoconhecimento.

 

Mas, o que é mais curioso é que, muitas das pessoas que buscam soluções totalmente automatizadas, como SIEM (Security Information and Event Management), XDR (Extended Detection and Response), SOAR (Security Orchestration, Automation and Response) e “BAZUKAA”, ainda negligenciam a segurança, mantendo servidores RDP (Remote Desktop Protocol) expostos à internet, prontos para serem facilmente descobertos no Shodan.

 

A segurança cibernética é um desafio constante, que nunca chegará a um fim definitivo. É exatamente por isso que precisamos adotar uma abordagem simples, porém eficaz e contínua para aprimorar nossas práticas de segurança. Não podemos ignorar os princípios básicos enquanto corremos atrás de automação e inovação.

 

 

O gerenciamento de ativos e de vulnerabilidades

O gerenciamento de ativos se mostra como um dos primeiros passos essenciais para proteger uma organização de ameaças cibernéticas. Sem um conhecimento claro sobre quais sistemas, dispositivos e aplicativos estão em uso, torna-se difícil estabelecer uma estratégia de defesa eficiente. Um inventário preciso dos ativos é fundamental para identificar vulnerabilidades e priorizar ações corretivas.

 

 

 

Da mesma forma, o gerenciamento de vulnerabilidades desempenha um papel crucial na proteção contra ataques cibernéticos. É essencial realizar avaliações regulares e identificar falhas de segurança existentes. A ausência de atualizações e configurações adequadas é como um convite aberto para invasores. Monitorar constantemente e aplicar correções são práticas vitais para manter um ambiente seguro.

 

 

Além disso, é de extrema importância que todos os envolvidos na segurança cibernética possuam um alto grau de autoconhecimento. Isso implica em entender as próprias limitações, buscar conhecimento constante e estar ciente das últimas tendências e ameaças. A segurança cibernética é um campo em constante evolução, exigindo que os profissionais acompanhem as mudanças e se aprimorem continuamente.

 

 

Embora seja tentador buscar soluções automatizadas para lidar com a complexidade da segurança cibernética, não podemos deixar de lado os princípios básicos. É necessário dedicar tempo e esforço ao gerenciamento adequado de ativos e vulnerabilidades, além de adotar uma mentalidade de melhoria contínua. 

 

A automação e a inteligência artificial podem ser aliadas poderosas, mas sem uma base sólida, seus benefícios serão limitados. Portanto, é imperativo que todos os envolvidos na segurança cibernética adotem uma abordagem simples e eficaz. Devemos concentrar nossos esforços em aprimorar constantemente as práticas fundamentais e fortalecer a segurança em todos os níveis. Somente assim estaremos verdadeiramente preparados para enfrentar os desafios do futuro, onde a cibersegurança desempenhará um papel ainda mais crucial em nossas vidas digitais.

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